Um enclave leonês na paisagem unitária da língua portuguesa

Autores

Ceolín, Roberto (Author)
Typology: 
Paper
Journal title: 
Ianua. Revista Philológica Románica
Year: 
2002
Issue: 
3
Pages: 
62-83
Publication: 

Ejemplar de la revista dedicado a Atti del I Seminario Internazionale Ibero-Italiano «Le minoranze linguistiche dell'Europa del sud: Politiche e strumenti di protezione e diffusione / The linguistic minorities of Southern Europe: Policies and tools for their protection and spreading».

Synopsis: 

[Resumen extraído de la fuente original]

Existe na paisagem linguística de Portugal continental três línguas/dialectos que não pertencem ao sistema histórico Galaico-Português. São estas línguas: o Mirandês, com um dialecto: o Sendinês, o Guadramilês e o Rio-Donorês. Estes «falares» situam-se na zona Nordeste de Portugal junto à fronteira com Espanha, justo onde antes se situava o antigo reino de Leão. Qual a identidade do que se fala do outro lado da raia, isto é na zona espanhola que faz fronteira com estes enclaves é, ainda, motivo de debate por parte dos própios falantes e dos linguístas que não se decidem se o que falam é Leonês ou uma variedade de Galego. Tratremos das questões que rodeiam as línguas/dialectos Mirandês e Sendinês, Guadramilês e o Rio-Donorês. Estas línguas, de origem Leonesa-Asturiana, são as únicas não Galaico-Portuguesas que existem no espaço Geo-Político de Portugal Continetal, um espaço linguístico de notável unidade, segundo uma opinião generalizada da qual, devo dizer, eu não comparto. Este Falares foram descobertos pelo eminente linguísta Leite de Vasconcelos e desde então têm sido alvo de apreciações de diversa natureza por parte dos estudiosos . Veremos as mais importantes destas apreciações. Que opiniões têm estudiosos e linguístas? Que considerações merece por parte de instituições como a Universidade e o Governo. Trataremos, também, de questões como: a existência ou não de um estandar dentro destes três dialectos; a norma ortográfica constituída: mostra-se suficiente?; é acaso «aportuguesante»?; deve a língua ou a sua ortografia manter relações com o Bable e/ou com outros dialectos Astur-Leoneses falados no território da vizinha e tão próxima Espanha? Finalmente, nos centraremos nas relações com o Portugês e com o falar-além-fronterira.

Language: 
Last modified: 
08/02/2019 - 14:28