Ponte romana no rio Tuela e síntese das vias e pontes romanas no nordeste trasmontano

Autores

Tipologia: 
Artigo de revista
Título da revista: 
Trabalhos de Antropologia e Etnologia
Ano: 
1978
Volume: 
23
Número: 
2-3
Páginas: 
279-288
Sinopse do conteúdo: 

[Resumo extraido da fonte]

Não são muito frequentes as pontes romanas em Terras de Bragança, o mesmo é dizer que no Nordeste Português, apesar de terem sido atravessadas por mais do que uma via e de serem bastante frequentes os cursos de água (embora de pouco volume e duração, nas zonas planálticas de Miranda e Mogadouro) sobretudo no Norte e Sul e nas zonas mais acidentadas entre as confluências dos rios Sabor e Tua. Deve ter sido um facto geral as vias romanas da região bragançana, no princípio da ocupação, seguirem sobre os carreiras trilhados pelas gentes castrejas, as «breias», ou «vereias» (de «vereda»( m)), evitando o mais possível os grandes cursos de água. Quando surgiram depois os grandes centros administrativos ou militares, como Astorga, Bracara, Aquae Flaviae, e as explorações dos grandes centros mineiros das Médulas, no Bierzo em Leon, de Três Minas, em Vila Pouca de Aguiar e do ferro no Roboredo, perto de Moncorvo, aumentaram os volumes e as necessidades de transportes. As legiões viram-se, com certeza, obrigadas a encurtar e forçar algumas passagens de rios, montes e desfiladeiros, construindo pontes e calçadas em zonas íngremes e dificultosas, algumas das quais ainda perduram como a de Murça, talvez a de Alpajares perto de Freixo de Espada-à-Cinta, e algumas pontes entre Chaves e Braga, esta a que nos vamos reportar entre Bragança e Valpaços, ainda serve o grande trânsito dos nossos dias, na antiga via de Braga a Astorga, por Aquae-Flaviae. As grandes obras de arte impuseram-se, no traçado das grandes vias.

Língua: 
Última modificação: 
01/05/2021 - 11:44