Mértola islâmica. A madina e o arrabalde

Tipologia: 
Artigo de revista
Título da revista: 
XELB. Revista de Arqueologia, Arte, Etnologia e História
Ano: 
2009
Número: 
9
Páginas: 
407-429
Sinopse do conteúdo: 

[Resumo proveniente da fonte]

Após o auge experimentado por Mértola na Antiguidade Tardia, corolário do seu predomínio sobre a região durante toda a Antiguidade, Mértola decaiu nos primeiros séculos de domínio islâmico. A tomada de Mértola por ‘Abd al-Rahmān III em 317 d.H./929 d.C., parece marcar a entrada num período de novo dinamismo. Do século X, contamos com diversas manifestações da revitalização da cidade que está já plenamente integrada na rede de intercâmbios do al-Ândalus. O núcleo urbano de Mértola parece crescer ao ritmo dos intercâmbios com outras regiões do Mediterrâneo. Durante o século XI, ocupa densamente o recinto fortificado da madına e estende-se fora das muralhas num arrabalde portuário, parte do qual foi escavado recentemente. Este crescimento da cidade prossegue durante o período de domínio dos Impérios Africanos tanto no arrabalde como no espaço intramuros onde, em época almóada, as ruínas da Antiguidade Tardia são arrasadas para se construir um novo bairro. Nos últimos decénios de domínio islâmico, verificamos uma concentração do espaço urbano, possivelmente por motivos defensivos. O arrabalde portuário é abandonado e verificamos uma maior densidade na ocupação da madina, claramente visível no bairro almóada da Alcáçova do Castelo, cujas casas se dividem, por vezes, em três novas habitações. Nesta comunicação abordamos, com maior incidência, as novidades que as escavações recentes da Biblioteca Municipal, do Cine-Teatro Marques Duque e da Residencial Beira Rio trouxeram para o panorama da Mértola Islâmica.

Après l’apogée expérimenté par Mértola dans l’Antiquité Tardive, corollaire de sa prédominance sur la région pendant l’Antiquité, Mértola a entré en déclin dans les premiers siècles du domaine islamique. La conquête de Mértola par ‘Abd al-Rahman III à 317 d.H./929 d.C., démontre l’entrée dans une période de dynamisme renouvelé. Du siècle X, on compte avec plusieurs manifestations de la revitalisation de la cité, laquelle était déjà totalement intégrée dans la réseau d’échanges de l’al-Andalus. Le noyau urbain de Mértola semble grandir au rythme des échanges avec autres régions du Méditerranée. Au cours du siècle XI, le noyau urbain occupe densément l’espace fortifié de la madina et s’étend à l’extérieur des murs dans les environs portuaires, lequel a été récemment fouillé. La croissance de la ville continue pendant la période des Empires Africains dans les environs aussi bien que dans l’espace intra-muros, où à l’époque almohade, les ruines de l’Antiquité Tardive sont démolies, pour se bâtir un nouveau quartier. Au cours des dernières décennies de la dominance islamique, on vérifie une concentration de l’espace urbain, probablement pour raisons défensives. Les environs portuaires sont abandonnés et on constate une densité majeure dans l’occupation de la madina, clairement visible dans le quartier almohade de l’Alcáçova do Castelo, dont les maisons se divisent, parfois, en trois nouveaux logements. Dans cette communication on aborde, avec une incidence plus élevée, les nouveautés que les fouilles récentes de la Bibliothèque Municipale, du Cine-Théâtre Marques Duque et de la Résidentiel Beira Rio ont apportées au panorama de la Mértola islamique.

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Última modificação: 
09/02/2020 - 13:36