Fortificações da Raia, Património Mundial. Com adenda de uma carta pouco estudada sobre a raia central e a Guerra da Sucessão de Espanha 

Autores

Tipologia: 
Atas de congresso
Título do volume: 
I Jornada sobre fortificaciones abaluartadas y el papel de Olivenza en el sistema luso-español. Actas
Editores de volume: 
Cayetano Rosado, Moisés (dir.); González Franco, Luis Ignacio; Vega González, José Jaime (coords.)
Localidade: 
Olivenza
Editorial: 
Ayuntamiento de Olivenza; Diputación de Badajoz; Asociación Limbo Cultura
Ano: 
2018
Páginas: 
115-127
Sinopse do conteúdo: 

[Resumo proveniente da fonte]

Na discussão sobre as relações entre os dois estados ibéricos, Olivença representa, provavelmente, o caso mais excepcional relacionado com a questão da fronteira, do ponto de vista político-diplomático e do ponto de vista cultural. Falar em fronteiras hoje, numa Europa que aparentemente apaga os controlos de circulação mas levanta muros ou barreiras de arame farpado, pode tornar-se muito complicado. Ainda para mais, num momento em que abordar questões identitárias pode resvalar para áreas de intolerância ou xenofobia. Por isso, é bom situar a reflexão no domínio da mais fértil interculturalidade. A problemática da identidade nacional portuguesa passa pelo relacionamento assente na estratégia da delimitação das fronteiras entre Portugal e Castela/Leão. Almeida é pedra angular de uma das configurações históricas mais antigas do Mundo – o Tratado de Alcanices, 1297. A raia luso-espanhola contém singularidades para ser celebrada no contexto internacional, elegendo-se a fortificação abaluartada como o mais qualificado valor e símbolo de um alto significado cultural. Além disso, a raia dos povos ibéricos ultrapassa a Península em que se situam os Estados. Estendese historicamente além-Atlântico, com a celebração da ‘fronteira’ de Tordesilhas e, depois do seu encerramento, pelo Tratado dos Limites (Madrid, 1750 / Santo Ildefonso, 1778), através de uma das maiores linhas divisórias de um país, no Novo Mundo: o Brasil. Será por isso oportuno analisar um mapa pouco conhecido. O reconhecimento do carácter excepcional da fronteira luso-espanhola, assinalado através da construção abaluartada, pode abranger o interesse de Espanha e mesmo alargar-se, em fase posterior, numa candidatura transnacional ainda mais ampla, pluricontinental, por ciclos e em série, envolvendo a comunidade ibero-americana e congregando directamente o Brasil e o Uruguai (pela via de Portugal), e ainda uma panóplia de territórios do lado Poente / Norte da América do Sul (por via de Espanha e, subsidiariamente, França e Holanda), com os seus exemplares maiores de arquitectura militar internacional.

Recensão: 

Cayetano Rosado, Moisés, Revista de Estudios Extremeños, LXXV (1), 2019, pp. 585-586 (enlace a la reseña).

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Última modificação: 
15/09/2019 - 20:29